Os Mestres do Yoga
PARAMAHANSA YOGANANDA
Paramahansa Yogananda nasceu em 5 de janeiro de 1893, com o nome de Mukunda Lal Gosh, no norte da Índia, na cidade de Gorakhpur, nos contrafortes das montanhas do Himalaia.
Desde os primeiros anos, ficou evidente que sua vida estava marcada por uma destinação divina. Segundo os que lhe eram mais íntimos, mesmo em criança, a profundeza da sua percepção e experiência do mundo espiritual estava muito além do comum. Na juventude, ele procurou muitos sábios e santos da Índia, esperando encontrar um mestre iluminado que o guiasse em sua busca espiritual.
Dedicou sua vida a ajudar pessoas de todas as raças e credos a realizarem e expressarem com maior plenitude a beleza, nobreza e verdadeira divindade do espírito humano.
Depois de sua formatura pela Universidade de Calcutá em 1915, Sri Yogananda fez os votos formais como monge da venerada Ordem Monástica dos Swamis, da Índia. Dois anos depois, ele iniciou importantíssima obra, fundando uma escola “como viver”, que desde então cresceu, transformando-se numa instituição composta de vinte e um estabelecimentos educacionais espalhados pela Índia, onde as tradicionais matérias acadêmicas são oferecidas juntamente com o treinamento em yoga e instruções sobre ideais espirituais.
Em 1920, ele foi convidado a representar a Índia no Congresso Internacional dos Liberais Religiosos, realizado em Boston. Sua conferência nesse Congresso e subseqüentes palestras na Costa Leste dos Estados Unidos foram entusiasticamente acolhidas, e em 1924 ele partiu para uma turnê de conferências através do continente.
Durante as três décadas seguintes, Paramahansa Yogananda contribuiu de maneira profunda no sentido de criar no Ocidente uma percepção e apreciação mais agudas da sabedoria espiritual do Oriente. Em Los Angeles ele estabeleceu a Sede Internacional da Self-Realization Fellowship, uma instituição não sectária fundada por ele em 1920.
Através de suas obras escritas, das palestras e seminários realizados em suas longas viagens, e da criação de centros de meditação e templos da Self-Realization Fellowship, ele apresentou a milhares de buscadores da verdade a antiga ciência e filosofia da yoga, com os seus métodos de meditação universalmente aplicáveis.
Num artigo sobre a vida e obra de Sri Yogananda, o Dr.Quincy Howe Jr, professor de Línguas Antigas no Scripps College escreveu: “Paramahansa Yogananda trouxe ao Ocidente não apenas a perene promessa da realização de Deus, mas também um método prático por meio do qual os buscadores espirituais de todos os níveis sociais podem progredir rapidamente em direção àquela meta. Originalmente apreciada no Ocidente apenas em níveis elevados e abstratos, a herança espiritual da Índia é agora acessível como prática e experiência a todos que aspiram conhecer a Deus, não no além, mas aqui e agora… Yogananda colocou os métodos supremos de contemplação ao alcance de todas as pessoas.”
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Paramahansa Yoganandafoi o primeiro grande mestre da Índia a viver no Ocidente por um longo período (mais de trinta anos).
Ele foi o último de uma sucessão de três grandes mestres indianos (Mahavatar Babaji, Lahiri Mahasaya e Swami Sri Yukteswar), tendo a missão de trazer para o ocidente a redentora mensagem e técnica de kriya yoga através da Self-Realization Fellowship.
Excepcional autodidata, explica com clareza em seu livro, ”Autobiografia de Um Iogue”, as leis sutis, mas definidas, pelas quais os verdadeiros iogues realizam milagres e atingem o autodomínio.
Paramahansa Yogananda entrou em mahásamádhi (a derradeira vez que um iogue abandona conscientemente seu corpo) em Los Angeles, na Califórnia, em 7 de março de 1952, após concluir seu discurso num banquete em homenagem a Sua Excelência Binay R. Sen, embaixador da índia
O grande instrutor mundial demonstrou o valor da ioga (técnicas científicas para chegar à percepção de Deus como realidade) não apenas em vida, mas também na morte. Semanas após haver partido, sua face inalterada brilhava com o divino esplendor da incorruptibilidade.
Deus abençoa com a iluminação aqueles que O amam. Jamais voltarão a dormir na ignorância. O templo de Deus está no interior da alma. Entre nessa quietude e sente-se, meditando, com a vela da intuição queimando no altar. Ali, não há desassossego, não há busca nem tensão. Entre nesse templo que não foi feito por mãos humanas. Entre no silêncio da solidão, e a vibração que ali está lhe falará por meio da voz de Deus, e você saberá que o invisível se tornou visível, e o irreal tornou-se real.
“O poder da Verdade está aqui, e se apenas você fizer um esforço decidido, não mais andará pelo caminho pela vida com medo ou incerteza.
“Afaste-se da ilusão material. Lembre-se que enquanto não edificar em seu interior um templo de silêncio, enquanto não destruir os baluartes que o ambiente ergueu a seu redor, você não verá a glória de Deus; jamais terá verdadeira paz e permanente alegria. Quando encontrar o Grande Ser Único, a escuridão desaparecerá para sempre.”
Paramahansa Yogananda (SRF Lesson, S-4, P-97)


SWAMI SARVANANDA (GEORG KRITIKÓS)

Muitos em Minas Gerais e no Brasil, já ouviram falar nesse nome, outros tantos tiveram a alegria de conhece-lo pessoalmente. Quem praticou ou pratica yoga em Belo Horizonte, deve muito a esse Mestre, pois ele foi o pioneiro na capital mineira. Vamos agora conhecer um pouco mais da sua história…
Nasceu em 22 de junho de 1922, na terra de Saint Germain, a Transilvânia (hoje Romênia), filho de pai grego e mãe romena. Seu número pessoal era o 7 e seu número de apoio 22.
Aos 22 meses sofreu pneumonia dupla, tendo sido desenganado pelos médicos. Naquele momento recebeu a visita de um Mestre que condicionou a continuação de sua vida à promessa de dedica-la aos seus semelhantes, ele aceitou e obteve a cura.
A facilidade das línguas herdada do pai, permitiu falar três idiomas usados na região: romeno, húngaro e o alemão, o que o ajudou a se adaptar mais facilmente aos países pelos quais passou e viveu.
Logo depois da Segunda Guerra, foi trazido pela tia materna para o Uruguai, onde se reencontrou com seu Mestre e amigo, Sri Sevananda Swami, tornando-se seu discípulo e recebendo dele a iniciação transmitida pelo adepto egípcio RA MAK HOTEP.
Em 7 de dezembro de 1953, ingressou no Ashram de Rezende, RJ, como residente número 7. Em 22 de junho de 1957, foi ordenado membro dos swamis de SRI SHANKARACHARYA, por seu mestre. Na ocasião recebeu a bengala dos sanyasins sarvas e recebeu o nome místico de SWAMI SARVANANDA.
Em 7 de dezembro do mesmo ano, foi unido em matrimonio “dentro do serviço”, com a residente Daya.
Em 20 de setembro de 1958 foi escolhido por Sri Sevananda como seu sucessor e sarvayogacharya da Ordem dos Sarvas Swamis
Em 1958, fundaram, Sarvananda e Daya, sob a orientação do seu mestre, o Instituto Juvenil de Yoga, dentro das terras do Ashram de Rezende, onde passaram a cuidar e educar crianças abandonadas, até o fim das atividades do mesmo em 1960.
Com o fim do Ashram, Sarvananda veio para Minas Gerais com a sua família e com uma rica bagagem de estudos, treinamentos e experiências em Sarva Yoga.
Instala em Belo Horizonte no ano de 1960, o primeiro Núcleo de Yoga Integral e o Instituto Arjuna de Yogaterapia, inicialmente na Rua Tupinambás e um ano depois se transfere para a Rua Goitacazes 43, onde permaneceu até 1996.
Ao longo desses 36 anos dedicados ao yoga em Minas, desenvolveu várias pesquisas em yogaterapia, beneficiando inúmeras pessoas, inclusive dependentes de drogas.
Formou várias turmas de professores de yoga, muitos deles continuam em atividade atualmente espalhados pelo Brasil.
A convite do professor Daniel Antipoff e sua esposa Dª Otília Antipoff, assumiu a tarefa de preparar e orientar professoras de yoga na área de recuperação de excepcionais, dentro do Instituto de Psicologia Aplicada de Minas Gerais (IPAMIG), com excelentes resultados, durante o período de 1960 a 1966.
Aos 51 anos, em fins de 1973, viajou em peregrinação à Índia, reencontrando em Benares e Sarnath, seu próprio passado. Em Calcutá teve a revelação do rumo de sua vida, assumindo assim um novo posicionamento interior.
Continuando sua viagem, partiu para o Japão, onde fez estágio no Zen Yoga Dojo, do sensei Oki Masahiro, recebendo valiosos baseamentos do sensei, que o nomeou seu representante no Brasil.
De volta ao Brasil, em março de 1974, iniciou imediatamente as pesquisas e práticas do que bem mais tarde se transformou no TB – Trabalho Básico. No TB ele reuniu a experiência do Ashram de Rezende com Sri Sevananda, as técnicas e filosofias de G.I.Gurdjieff e os subsídios trazidos do Dojo, do sensei Oki Masahiro. De tudo isso resultou um método poderoso de impulsionar os interessados a se colocarem frente a frente a si mesmos, para uma maior autoconsciência e aspiração transcendental.
Em 1975 fundou, próximo a Belo Horizonte, a Comunidade Rural e Alternativa Mãe D´água, reconhecida como de utilidade pública estadual e registrada como Refúgio de animais silvestres e Reserva Biológica, no INCRA.
Desenvolveu na Mãe D´água, junto aos companheiros e residentes, atividades diversas como agricultura, horticultura e fruticultura naturais. Muitos dependentes de drogas e álcool foram completamente recuperados com a vida rigorosa e sadia que se levava na Mãe D´água, onde os residentes recebiam instrução de Sarva Yoga e técnicas de meditação, na tentativa de neles instalar um maior teor de autoconsciência. A Mãe D´água fechou suas portas em meados de 1986.
Em fins de 1987 e por convite, transfere-se com a família para Curitiba, onde instalou, na Faculdade de Ciências Biopsíquicas da Fundação Espírita, um Núcleo de Formação de Sarva Yoga.
Retornando a Belo Horizonte, em junho de 1991, o TB – Trabalho Básico, foi instalado com vigor, tendo como conseqüência o ingresso de membros na OSA, entre os quais alguns Cavaleiros, representando a ala ocidental, e a ordenação de dois swamis, sua esposa, Swamini Daya e o jovem Satyananda.
Em 1993 organizou o I Congresso de Yoga em Belo Horizonte.
Participou de muitos congressos no Brasil e no exterior, com atuações muito marcantes.
Ministrava aulas de yoga de uma forma bastante yang, daí os resultados terapêuticos conseguidos. Dava muita relevância à busca do silencio mental, sendo isto a marca, o diferencial da Escola Sarva.
Severo, enérgico e sério, quando necessário, possuía o dom da gratidão. Era comum manifestar do fundo do coração, uma imensa gratidão por um simples ou pequeno fato, ato ou palavra recebida.
No dia 5 de dezembro de 1998, Sarvananda reuniu amigos e discípulos, fazendo sua despedida. Estava mais uma fez de partida para Curitiba.
A palavra chave para a mudança era “Atividade”, prosseguir e intensificar “com entrega”, o trabalho.
Mas o destino reserva surpresas… No início de 1999, após intensa atividade com seu trabalho, Sarvananda é levado ao médico por sua filha, e este prescreve cirurgia cardíaca (safena). No final de março é feita a cirurgia e, para grande surpresa de todos e principalmente dos médicos, surgiram complicações e após 21 dias, a maior parte deles com muito sofrimento na UTI do Hospital Cajuru, em Curitiba, deixou o corpo físico às 02:15 horas do dia 18 de Abril de 1999.
Assim terminava uma vida carregada de intensidade e intrepidez, inteiramente dedicada ao próprio aprimoramento e ao desenvolvimento do ser humano, fiel à promessa que fizera no seu segundo ano de vida.
Em 18 de março de 2000, aconteceu o lançamento de sua obra póstuma “Memórias (1922-1960)”, no Museu Histórico Abílio Barreto, confirmando assim sua participação na história de Belo Horizonte.
Sarvananda publicou os seguintes livros:
-Yoga para Crianças, excelente guia para professores de yoga que desejam trabalhar com crianças;
-Yoga em Casa, um guia perfeito para professores e pessoas que em algum momento não podem freqüentar uma escola; e
- Androgonia (O que o homem é), indispensável a todos que querem embasar seus conhecimentos rumo a autorealização.
Palavras do Mestre Sarvananda:
“Yoga é um modo de ser interior e somente sente quem o vive intensamente”.
“A verdadeira imortalidade se encontra na vida interior.”
“Sem a prática da meditação (Dhyana), não há realização, e sem o silêncio interior não há meditação.”
“O tempo real é medido pela intensidade”.
“Evoluir é viver intensamente, e a base dessa evolução está no coração .”
“Harmonia é Ser e não Ter, portanto, é um estado abstrato do homem.”
“O silêncio representa a paz: física, dos pensamentos e das ações”.
Onde há silêncio, há paz: lá está Deus “.

Sarvananda,
pouco antes de sua “partida”

SRI AUROBINDO

Nasceu em Calcutá, Índia, a 15 de agosto de 1872. Aos 7 anos, foi estudar na Inglaterra, onde ficou até os 21 anos. Lá, aprendeu e dominou completamente o inglês, o grego, o latim e o francês. O alemão, o italiano e o espanhol também lhe eram familiares. Ao retornar à Índia, em 1893, começou a procurar pela sabedoria e verdade do Oriente. Aprendeu o sânscrito e várias línguas indianas,e assimilou o espírito da civilização indiana, em todos os seus aspectos. Passou treze anos a serviço administrativo e educacional para o Estado, tendo ficado uma grande parte deste período em silenciosa atividade política. Em 1906, foi para Bengala assumir abertamente o comando do movimento revolucionário para a independência da Índia, que durante anos havia organizado em segredo. Foi processado três vezes, mas liberado por falta de provas.
Finalmente, o Governo Britânico conseguiu prendê-lo, mantendo-o no cárcere por um ano, entre 1908 e 1909. Foi durante esse período que Sri Aurobindo passou por uma série de experiências espirituais que determinou o curso de seu trabalho futuro. Solto e certo do sucesso do movimento libertador da Índia, e respondendo a um chamado interior, Sri Aurobindo retirou-se do campo político e, em 1910, viajou para Pondicherry, no sul da Índia, para devotar-se totalmente à sua missão espiritual. Sri Aurobindo anteviu a possibilidade de uma vida divina na terra e lutou por ela. Durante 40 anos, em Pondicherry, permaneceu absorvido em seu trabalho espiritual, porém conservou-se a par de tudo o que estava acontecendo na Índia e no mundo. Quando necessário, interferia, mas apenas com sua força espiritual e ação silenciosa.
Sri Aurobindo deixou o corpo em 1950, aos 78 anos, mas sua visão e ideais ainda continuam a atrair a atenção de todos no mundo inteiro. Seu trabalho espiritual tornou-se conhecido como “O Yoga de Sri Aurobindo”, porque, como ele dizia, “Toda vida é Yoga” - “Este Yoga significa não somente a realização de Deus, mas uma completa consagração e mudança das vidas interior e exterior, até que estejam preparadas
Palavras de Sri Aurobindo:
“Para aqueles que desejam viver a vida espiritual, o Divino deve vir sempre em primeiro lugar, todo o resto é secundário.
A Verdade para você é sentir o Divino em você, abrir-se a Mãe e trabalhar para o Divino até que você esteja consciente dela em todas as suas atividades. Deveria haver a consciência da presença divina em seu coração e a guiança divina em seus atos.
Se o objetivo da vida é chegar a Deus, por que nós saímos dele?
Livrar-se inteiramente do desejo demora muito tempo. Mas, se você pode uma vez expulsá-lo da natureza e percebê-lo como uma força vindo de fora e enfiando suas garras no vital e físico, será mais fácil livrar-se do invasor.
Você precisa ir bem para dentro de você e entrar em uma completa dedicação à vida espiritual. Toda adesão a preferências mentais deve ser abandonada, toda insistência em objetivos e interesses e apegos vitais deve ser afastada, toda ligação egoísta a família, amigos, país, deve desaparecer se você quer ser bem sucedido no Yoga.
É necessário observar e conhecer os movimentos errados em você; pois eles são a fonte de suas dificuldades e têm que ser persistentemente rejeitados se é para você ser livre.”
O YOGA INTEGRAL
O Yoga Integral é o Yoga da plenitude de Deus, é o Yoga da realização divina. Não é junção das várias linhas de Yoga e sim a experiência e caminho deixados por um dos grandes mestres da Índia, Sri Aurobindo. Ele percebeu que não bastava o homem encontrar Deus nos planos superiores negando a vida ou fugindo dos problemas do mundo, e sim, trazer para a natureza (corpo, mente e vida) a luz do espírito supremo, solucionando as dificuldades da inconsciência e ignorância humanas. Sri Aurobindo percebeu que na Terra todos os planos de consciência se encontram. Portanto, o paraíso será aqui! Concordando, assim, com a visão do paraíso terrestre de outros sábios, como Jesus, Meishusama, Nostradamus, etc.
Sri Aurobindo afirma: se Deus fez o mundo para os homens se desligarem dele, porque o fez então? Portanto, a terra prepara A Grande OBRA DE DEUS, pois o maior milagre de Deus é se fazer visível. Da mesma forma que rascunhei estes escritos, antes de publicá-los, Deus faz a mesma coisa com a sua obra. A inconsciência é potência da consciência e, sem ela, nós não nos individualizaríamos e o jogo da criação não seria tão rico. Porém, individualizados e conscientes de nossa divindade essencial e Suprema, o jogo cósmico terá ainda um maior deleite, pois o maior sofrimento do ignorante é o de não participar conscientemente do jogo de Deus. Deus para nós é Único e Absoluto e é a chave para a nossa evolução desde o animal até o espiritual.
O Yoga Integral, portanto, resgata as nossas potencialidades latentes. A educação integral proposta por Sri Aurobindo parte de nossa essência espiritual, ou alma, dando todo apoio para aflorar e reinar sobre a natureza. Para isto, todas as técnicas de aperfeiçoamento (criadas ou a criar) podem ser utilizadas desde que não percam o objetivo central que é a realização do núcleo essencial. Como os caminhos e os meios são infinitos. Sri Aurobindo não descreve nenhuma técnica como sendo essencial.
No Yoga antigo, ou tradicional, o objetivo é alcançar Deus. Para o Yoga Integral este é o primeiro passo.
O objetivo do Yoga Integral é a auto-perfeição, não a auto-anulação. Neste objetivo há dois caminhos colocados aos pés do Yogue: afastamento do universo e perfeição do universo. Os dois chegam ao Divino, mas o segundo é o mais difícil. O primeiro é feito por ascetismo, o segundo por austeridade. O primeiro é recebido quando perdemos Deus na existência; o segundo é alcançado quando realizamos Deus na existência.
“Somente aquele que almeja possuir a plenitude de Deus é um Purna Yogue.”
Vê-se, portanto, que o objetivo deste Yoga é diferente dos outros. É trazer o poder da consciência Divina para dentro da mente, vida e corpo. Uma existência Divina na matéria.



