LAKSHMI

Lakshmi

Lakshmi

Lakshmi, mulher de Vishnu, muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa sorte, a prosperidade e a abundância. Seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa. O mestre Samael afirma, na obra O Matrimônio Perfeito, que Lakshmi, como mestre da Grande Fraternidade Branca, auxilia o devoto a sair conscientemente em corpo astral.
A  deusa da fortuna, do poder e da beleza é consorte de Vishnu, o preservador. Quando aparece na companhia dele, sua imagem tem apenas duas mãos, nas quais ela carrega uma flor de lótus, padma, e uma concha, sanka.
Muitas vezes elefantes a acompanham, nela esguichando água. Sua cor varia de acordo com o significado desejado:
 - quando aparece azul-escura: lembra que é a consorte de Vishnu, que é azul-escuro;
 - quando surge dourada ou amarela: remete à idéia de que é a fonte de toda riqueza;
 - quando é representada branca: indica a pureza do universo;
 - quando se apresenta rosa, seu aspecto mais comum: significa compaixão, pois é a mãe de todos nós.
Nos templos dedicados a Lakshmi, ela é mostrada sentada em um trono feito por um lótus, com quatro mãos – que indicam seu poder de conferir os quatro purusarthas, ou propósitos da vida humana.
- dharma – propósito de vida, representado por flores de lótus em variados estados de desabrochamento, assim como nós experimentamos diversos estágios de evolução;
- artha – riqueza construída com o fruto de nosso trabalho, por isso representada por uma fruta;
- kama – desejo
- moksha – liberação, é o lado mais espiritual da vida. Representado por um bilva, fruto indiano que não é gostoso nem atraente, mas muito bom para a saúde.
Quando aparece com 8 mãos, arco e flecha, machado e disco são adicionados aos pertences de Lakshmi. Esse é o aspecto de Mahalakshmi, ou a Grande Lakshmi, a guerreira.
Essa deusa se faz acompanhar por uma coruja, uluka em sânscrito – nome antigo de Indra. Como deusa da fortuna, Lakshmi não poderia ter escolhido melhor companhia do que o rei dos deuses, que personifica toda a riqueza, poder e glória a que os seres humanos aspiram. Ao mesmo tempo, a imagem é uma advertência para aqueles que desejam apenas fortuna material esquecendo-se da riqueza espiritual: a glória de Indra é comparada à feiúra e deficiência visual da coruja, pássaro parcialmente cego.
 Fonte: Ayurveda a cultura de bem viver - Márcia de Luca e Lucia Barros