DIVINDADE - HERANÇA VIVA
“Existe apenas uma religião, a religião do amor. Existe apenas uma casta, a casta da humanidade. Existe apenas uma língua, a língua do coração. Existe apenas um DEUS, ele está dentro de nós, e todos somos um.”
SAI BABA ( um dos maiores líderes espirituais da atualidade)
“A mitologia é a dança do universo, a música das esferas – que nós seres humanos, dançamos quando não somos capazes de reconhecer a melodia.” (Joseph Campbell)
Um dos grandes feitos do Hinduísmo está na fusão de cultos e deuses em uma vasta mitologia. Há uma infinidade incontável de divindades que com o passar dos tempos as características desses deuses se fundiam para formar uma única divindade. É maravilhoso perceber a unidade de todas as mitologias. Dentro do hinduísmo vemos uma série de princípios cósmicos e psicológicos inerentes a todas as religiões. A imagem dos deuses representava as suas características, os diversos braços que uma divindade apresentava significava extensões de sua energia íntima, e os objetos em suas mãos os símbolos dos seus vários poderes na ordem cósmica. Cada Deus, cada Deusa carrega em si energias arquetípicas que representam características humanas. Arquétipos são imagens psíquicas do inconsciente coletivo, patrimônio comum a toda humanidade, e povoam lendas e mitos. Essa rica mitologia não nos ajuda apenas a aprender melhor a alma indiana, mas também a alma de todos nós.
Um arquétipo existe como potencial e fica estagnado até que seja desencadeado por uma situação no ambiente ou no inconsciente do individuo. Pode também ser conscientemente desencadeado por meio da intenção - cujo poder veremos em detalhes nos próximos capítulos.
A ativação de um arquétipo liberta estados de energia, informação e percepção que reestruturam os acontecimentos. Todas essas forças são movidas pelo infinito poder de organização do universo – que opera fora das leis de tempo, espaço e casualidade. Esse poder é o maestro da orquestra que rege a sincronicidade – as famosas coincidências que de acidentais não têm nada, pois são criadas por nós mesmos (como também veremos mais adiante).
Detentores de todo o conhecimento védico, os grandes rishis, sábios indianos, eram também os principais guardiões do conhecimento e da memória sobre as lendas de Mahabharata - a Grande Índia.
Essas lendas ou mitos dão significado às nossas vidas, criam um padrão cultural, uma visão de idealismo a ser aspirado, servem também como uma ponte entre aquilo que é e aquilo que será ou poderia ser, alimentam ansiedades coletivas, desejos coletivos e uma imaginação coletiva. Conhecendo os mitos, adquirimos ferramentas que nos propiciam enfrentar todas as situações e passagens de nossas vidas de maneira mais sábia.
Fonte: Ayurveda a cultura de bem viver - Márcia de Luca e Lucia Barros
BRAHMA
Brahma, O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a ascensão de Shiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos. É o Pai Celestial, criador dos céus e da terra.

VISHNU
Vishnu, o conservador. É para muitos hindus o deus universal. Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse deus benévolo aparece na Terra como um avatara ou reencarnação. É o equivalente hindu do Cristo Cósmico e do Osíris egípcio.

SHIVA
Shiva, O destruidor. Um dos dois deuses mais poderosos do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado asceta, o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia. É a representação do Espírito Santo no hinduísmo.
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